
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
domingo, 21 de dezembro de 2008
Os Outros
Autor: Pedro Colaço
Para reflectir...
sábado, 29 de novembro de 2008
...nas Asas da Liberdade...
Já sinto o "bicho" novamente, a vontade de partir nas asas da liberdade, na fragrância do sonhar. Já me perguntei algumas vezes se no partir há também a vontade de fugir. Cheguei à conclusão que há! É inevitável! E creio que existe um pouco em todas as pessoas... esta parte de nós que não aguenta mais o modo como o Mundo flui, como o Homem destrói o que lhe é dado naturalmente e as incoerências da sociedade. A competição, a ganância, a mentira, a inconsciência, a falsidade, o adormecimento, quem é que não quer erguer a voz, porém inerte e inconformado acaba por "fugir" ou arranjar um escape? Não tem a ver com cobardia. Há coragem no ficar e no partir.
Existe luz em qualquer estrada que trilhemos porque esta vem do nosso estado mental, da nossa própria consciência. Porque é que me custa tanto ver o modo como vivemos? Adormecidos! Não te custa ver uma pessoa a desprezar e maltratar a Terra-Mãe, a Natureza? Não te custa ver uma pessoa completamente alienada a ser má para com os outros? Não te custa ver que a ganância, a competição, o poder e o dinheiro sejam os valores de alguém? Não te custa que, no pico onde poderia haver harmonia, respeito e partilha, haja apenas a fobia e o egoísmo de apanhar a próxima e todas as ondas, "proibindo" quem está na água de usufruir plenamente do mar e tudo o que ele nos dá? Porque é que vivemos assim?! Não te questionas a ti próprio de vez em quando?! Não tens vontade de mudar em ti aquilo que poderia ser melhor... de transformar a inveja em alegria e a maldade em bondade e compaixão?!
O Bodyboard, tal como o partir e viajar em busca de ondas perdidas, perfeitas e solitárias é apenas uma forma que temos de expressar essa necessidade de liberdade, de essência, de espontaneidade, do genuíno. É o nosso grito! O nosso modo de nos revoltarmos e agirmos contra tudo aquilo que vemos, não concordamos e nos sentimos impotentes para mudar. E o olhar para dentro e desenvolvermo-nos interiormente, é a forma mais pura e verdadeira que encontramos para expressar a nossa liberdade e irradiar o nosso Amor pelo mundo.
Por vezes, o nosso olhar é tão limitado que não temos consciência das nossas acções, não temos a mínima noção do peso e dimensão do que fazemos, falamos e pensamos. Só o simples facto de trazer mais consciência à nossa vida, muda tanta coisa em nós e ao nosso redor. Porque insistimos em viver embriagados e consequentemente profundamente infelizes (ainda que só nós nos demos conta disso de tempos a tempos)?
O Bodyboard é um desporto que, de certo modo, nos pode tornar pessoas melhores, porque nos ajuda a parar, a relaxar, a descomprimir, a esquecer um pouco este Mundo louco em que vivemos e tão pouco compreendemos; porque sentimos o abraço da Natureza através da água-fonte de origem e vida-; porque no fluir da onda há harmonia, união e comunhão muito para além do Mundo conceptual do pensamento em que constantemente coexistimos. No fundo, queremos gritar, queremos erguer a nossa voz, queremos mudar o rumo cego em que respiramos, mas não sabemos muito bem como nem por onde começar. Então partimos para o mar, para sítios solitários e picos inexplorados, virgens e selvagens e muitos de nós (inconscientes dos danos que estaremos a causar à nossa própria pessoa), para o mundo das drogas e da noite exagerada, do apego excessivo ao corpo e ao mundo da imagem. É um ciclo vicioso e muito difícil de sair, este da sociedade e do Mundo em que vivemos. Não é fácil acordar. Mas, depois, se tivermos em conta que cada passo é no momento e que o despertar é no instante, talvez nessa altura seremos capazes de ceder a onda a quem está ao nosso lado e de mostrar um sorriso àquele que nos agride. Talvez nessa altura, nos descentralizemos um pouco do nosso umbigo e verdadeiramente veremos o que está em nosso redor.
Quando abrimos as portas para o Amor, descobrimos a verdadeira liberdade!!

Como sabem, a vida não é feita apenas de ondas e de um desporto que as aproveita da melhor forma possível chamado Bodyboard. Por isso mesmo, resolvi publicar este texto, que apesar de ter invariavelmente a essência do Bodyboard e das ondas, não se resume apenas a isso, fala-nos de liberdade! Não uma liberdade restringida em "stricto sensu" mas sim uma liberdade alargada e ampla em "lato sensu", onde cada um escolhe para a sua vida o rumo que quer que ela tome. O facto mais essencial é a alegria com que a vivemos, porque sem essa mesma alegria, viveremos como parasitas inertes aguardando por algo que nunca mais vem e que nem sabemos o que será, mas esperamos, porque ainda que parasitas inertes, ansiamos por um pingo de algo que nos dê o tal "suco da vida" e que nos trará alegria e felicidade. Pois é, mas a alegria, assim como a felicidade não nos é dada meus amigos, conquista-se! Não se deixem ficar sentados num sofá ou agarrados ao álcool e às drogas (que por momentos vos trazem uma alegria fingida e uma felicidade puramente enganosa) a ver a a vida passar-vos ao lado, ela é demasiado curta, não a desperdicem. A vida é para ser vivida! Assim se conquista a verdadeira felicidade! Vivam-na com toda a energia que tiverem e serão recompensados.. Amem e sejam amados! Alegrem-se fazendo os outros felizes, emanem felicidade e contribuam para uma melhor vivência desta vida que nos é tão querida..
A foto em cima é de Christopher McCandless, um jovem americano inconformado com a podridão da sociedade em que estava inserido e com a ganância, a falsidade, a corrupção e a inconsciência social das pessoas que o rodeavam. O texto que publiquei fala-nos também desta vertente negativa que infelizmente também abunda no nosso Portugal, e diz-nos que há coragem no ficar e no partir. Chris resolveu partir...
Em 1992 Chris McCandless abandonou um futuro promissor, a civilização e a sua própria identidade, doou os 25 mil dólares que constavam no seu saldo bancário a uma instituição de caridade e partiu em busca de uma experiência genuína que transcendia o materialismo do quotidiano. Na verdade partiu em busca da sua verdadeira felicidade rejeitando tudo o que o tornara num infeliz, mais um parasita inerte da sociedade em que vivia. Assim, rendido ao apelo ancestral e romântico da vastidão selvagem do longínquo Oeste americano, inventa para si mesmo uma nova vida e parte para aquela que se iria revelar a maior aventura da sua vida! Agora pergunto eu, quantos de nós por vezes não sentem a vontade de partir para outro lugar (nem que seja só por uns tempos) ansiando um encontro ocasional com a tal liberdade "lato sensu"? Afinal de contas penso que existe um Christopher McCandless dentro de cada um de nós, um lado selvagem que nos chama constantemente e que só é saciado quando partimos e viajamos, abrindo a nossa alma na descoberta de novos sítios, novas ondas, novos locais, novas paisagens, novas pessoas. É esta a essência da vida! Live and let live!
P.S: "O Lado Selvagem" de Jon Krakauer, um must para todos os viajantes da estrada e da alma!
Bless!
terça-feira, 18 de novembro de 2008
O tal "feeling"
Quantas e quantas vezes saímos da água com os dedos gelados, em que só de pôr os pés no chão dói, mas apesar disso estamos como se as dores do corpo não passassem de uma trivialidade e aquecidos no interior pela euforia das ondas. Surfar é esquecer o que de mais mortal o corpo tem e por uns segundos ser um com os elementos, na última onda e na próxima onda…
Por vezes o melhor momento de uma surfada é a primeira remada. Quando lanço o corpo sobre a prancha, arremesso o primeiro impulso com os braços e deslizo sobre a água, esses breves segundos em que o corpo se familiariza com o mar, em que este se abre para nos receber, deixamos para trás a rigidez impenetrável da terra firme e nos entregamos absolutamente à fluidez quase maternal do oceano.
Há dias em que para mim esse é o melhor, o mais puro momento da surfada, quando num "click" deixo tudo na areia, completamente, e fico só com o mar e as ondas.
Quem bebe para esquecer nunca entrou no mar como eu, essas primeiras braçadas em direcção ao outside são como o abrir de uma janela para o interior do espaço, pleno, absoluto e universal...
Obrigado pelo texto Marta!
Beto, Punk, Gótico ou Chunga, nada disto existe quando se faz Bodyboard, pois o "feeling" sentido é igual para todos.
Boas Ondas...
sábado, 15 de novembro de 2008
Difícil relação esta...

sexta-feira, 14 de novembro de 2008
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